Criado site colaborativo para protestar contra preços abusivos em São Paulo

No Boicota SP, internautas podem enumerar o que acham caro demais e incentivar o boicote à estabelecimentos, produtos e eventos

Editora Globo

Se você mora em São Paulo, sabe que o alto custo de vida na cidade não é novidade. Mas durante a semana passada a fama da capital paulista aumentou, principalmente devido à exploração no preço do tomate, que chegou a custar R$15,00 o quilo. Com isso em mente, um grupo de publicitários decidiu criar o site “Boicota SP”. A ideia é reunir de forma colaborativa lugares, eventos e produtos que possuem preços abusivos em São Paulo e criar um guia que incentive internautas a boicotar os mesmos.

“Aqui não é o Procon nem o Reclame Aqui. É um lugar pra você entender que as pessoas percebem a extorsão, que não são idiotas. E que também ajuda aos desavisados a não sentarem pra comer e receberem uma conta de aluguel como resultado”, conta a descrição da fanpage do Boicota SP no Facebook. “As marcas também podem responder, tudo certo, somos amigos. Só, por favor abaixem o preço ou justifiquem o disparate”.

De acordo com um dos criadores do Boicota SP, Danilo Corci, até agora o site recebeu 237 reclamações. Fora isso, o número de acessos em si foi tão grande que o sistema, preparado para aguentar um número menor de usuários, caiu (a previsão é que ele esteja de volta, preparado para suportar um tráfego maior, ainda nesta terça-feira, dia 9 de abril).

No portal, os lugares apontados como abusivos são indicados em um guia separado por categorias – desde pizzarias à museus. Os lugares também são classificados por um índice de exploração, que aumenta conforme os votos que a indicação recebe.

Até o momento apenas uma marca que recebeu uma reclamação se posicionou a respeito. “Até agora somente uma respondeu, num primeiro momento em fúria, mas pedimos uma declaração oficial que será publicada no site assim que recebermos”, conta Corci

O publicitário afirma que a intenção é que não apenas reclamações sejam postadas na internet, mas que boicotes realmente aconteçam. “A lógica é simples: as pessoas não vão, estabelecimentos tem de se adaptar, baixar preços, fazer promoções. Não adianta só reclamar, queremos atingir o real também e o BoicotaSP é um grande guia para isso”, conclui. E, apesar do serviço estar apenas no começo, já existe a ideia da expansão para outras cidades e da criação de um app.

Os preços em São Paulo sofrem, atualmente, uma inflação anual de 7,5% (de acordo com Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, a FecomercioSP) – número significativamente maior do que a meta de inflação do Banco central, de 4,5%.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s