Toshiba KiraBook: uma tela impressionante é suficiente para que um computador seja ótimo?

A Toshiba está mirando o MacBook Air. Nós sabemos disso não porque seu novo e ultraportátil KiraBook, com sua tela de 13 polegadas e 2560×1440 pixels, lembra um Air — até porque ele não lembra mesmo um — mas sim porque, mais de uma vez, a Toshiba comparou seu novo com o ultrafino da Apple, mostrando em que ele é melhor ou igual, enquanto os representantes da empresa explicavam como o foco da companhia, ao desenvolver o Kira, girava em torno do design.

Isto é verdade em partes. Mas pode não ser o suficiente. Principalmente por causa do preço.

O Kira é melhor que qualquer outro laptop da Toshiba em quase tudo, por margens quase cômicas. Isto não é tão impressionante quanto parece, considerando que a empresa está atrás de quase todas as concorrentes nos últimos tempos. Mesmo assim, o Kira é legitimamente bom. A estrutura de magnésio e a base de alumínio são robustas e o trackpad é grande e responsivo. A tela de alta resolução tem uma ótima aparência, que é acentuada pelo visual grande e bonito do Windows 8, apesar de ser um pouco mais escura que a do Chromebook Pixel, que tem a mesma resolução, quando olhada mais de perto. Mesmo que o design arredondado possa não ser tão atraente quanto as linhas fortes de um S7 ou um Pixel, parece ao menos que é uma decisão válida baseada na ergonomia e não um erro fatal.

Sim, ele é leve e fino. A Toshiba também fez um bom trabalho ao limitar adesivos e bloatware. Ele ainda vem com versões grátis e completas do Photoshop Elements e do Premiere Elements.

Por dentro do Kira, há o que você espera de um ultrabook topo de linha. Todas as configurações têm no mínimo 8GB de RAM e SSD de 256GB. Eles também vêm com processadores Ivy Bridge i5 e i7 de terceira geração, com atualizações para a próxima geração Haswell assim que a nova arquitetura for lançada. Pesa 1.179g e tem 1,78cm de espessura. E o som Harman Kardon, que tradicionalmente não é grande coisa em laptops, é tão alto quanto o barulhento Pixel.

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Mas também fica claro como “bom” é um campo relativamente novo para a Toshiba. O teclado é o mesmo de outros laptops da marca, apenas melhorado, mas ainda um pouco rígido, com teclas que não são tão confortáveis quanto as melhores que existem, como as do Pixel ou dos MacBook. O acabamento na tampa faz com que seja mais confortável segurá-lo, porque não esfria, mas também rouba aquela sensação boa de metal gelado, que os outros laptops têm. Dá a impressão de que o material premium não é tão premium assim. A versão touchscreen tem uma tela de vidro que vai de borda até borda, mas a outra, com tela comum, tem cantos de plástico preto que parecem pegajosos. E, mesmo com as dobradiças melhoradas — a Toshiba aumentou a impressão de 2mm para 5mm —, a tampa ainda cambaleia quando tocada, coisa que você não vê de jeito nenhum num Pixel ou num MacBook.

Nós não tivemos a chance de comparar o Kira a um MacBook Pro retina, mas lado a lado, a tela fica no mesmo nível que a de um Pixel. O texto, especialmente, parece nítido, e a Toshiba usou software próprio aqui (normalmente isso é terrível, eu sei, mas ele é bem-vindo aqui) para tornar as opções de ampliação de texto do Windows mais acessíveis. É um começo; essa foi uma grande falha do Surface Pro. Mas o maior problema é com o próprio Windows. Ao contrário do OS X e seu quad scaling ou mesmo do Chrome OS e sua interface baseada em web, muitos elementos da interface do Windows 8 ficam do mesmo tamanho com a ampliação ou acabam terríveis e feios aumentados. Isto é algo que, esperamos, vai ser resolvido em algum momento no futuro, mas por enquanto, prejudica bastante a experiência com telas de altíssima resolução. O que é uma vergonha.

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A Toshiba tem apenas três configurações do Kira. Ele começa custando US$ 1.600 e, na versão mais completa, com i7, sai por US$ 2.000. É pedir muito. Em primeiro lugar, é pedir literalmente muito dinheiro. Mas, além disso, é pedir sua confiança. A Toshiba oferece gratuitamente dois anos de suporte, 24 horas por dia, por telefone, tanto para o computador quanto para o Windows 8 em geral. Ainda assim, é pedir para você entrar de cabeça e com muita grana para ter o primeiro laptop Toshiba de topo de linha feito recentemente. Um que não é tão elegante quanto gostaria de ser.

Isso não quer dizer que ele seja uma porcaria. É um laptop muito bom. Mas, assim como o Vaio T do ano passado, ele parece um incrível primeiro passo na arte de fazer computadores realmente ótimos. Mas veio um pouco tarde. Outras marcas já passaram por isso e o segundo passo geralmente parece muito mais completo que o primeiro.

Então, fique de olho. Este é o primeiro laptop com Windows 8 e resolução altíssima que você pode comprar. E pode acabar sendo o melhor do ano. Mas você provavelmente deve esperar pelos similares de companhias que já estão há um bom tempo no campo do “bom”.

 

Fonte: GizModo

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